terça-feira, 27 de junho de 2017

Projeto: Escrevendo meu mundo

Descrição: Descrição: logo EPROJETO DE LEITURA E ESCRITA

Escola: Escola Municipal Gentil Simões Caldeira
Professor Regente: Johnny de Oliveira Monteiro
Projeto: Escrevendo meu mundo.
Público alvo: Alunos (as) do 5º ano.
Período: Segundo bimestre do ano de 2017.

Introdução:

Leitura e escrita são atividades permanentes da condição humana, habilidades a serem adquiridas desde cedo e treinadas em várias formas. Escrever para se conhecer, para sonhar, viajar na imaginação, por prazer ou curiosidade; para questionar, solucionar problemas. O indivíduo que lê e produz participa de forma efetiva na construção e reconstrução da sociedade e de si mesmo, enquanto ser humano e sua totalidade. Na sociedade moderna grande parte das atividades intelectuais e profissionais gira em torno da língua escrita, falada e capacidade de se expressar. Vê-se então que o projeto “Escrevendo meu mundo” vem ao encontro com o domínio da habilidade de leitura e escrita proficiente garantindo o exercício de cidadania, o acesso aos bens culturais e a inclusão social.
Leitura e escrita possuem caráter formativo e instrumental, isto é, elas servem para aprimorarmos o nosso desempenho em inúmeras atividades que realizamos em nossa vida social, acadêmica e profissional. Através delas testamos os nossos valores e experiências com as dos outros. Diante da perspectiva de que ambas são fundamentais no desenvolvimento do ser humano, e que a escola possui um papel importante nessa formação, julgou-se relevante o desenvolvimento do presente projeto: Escrevendo meu mundo.

Objetivo:

Trabalhar com o estudo e análises de diversos textos de variados gêneros com o objetivo desenvolver o prazer pela leitura e a capacidade de analisar uma obra: apreciando, compreendendo seu enredo, identificando personagens, desenvolvendo e aprimorando o vocabulário nelas envolvido e assumindo o desafio de tornarem-se escritores de seu mundo.


Objetivos específicos:

As crianças deverão ser capazes de:
  • Fazer análise crítica de diversas obras;
  • Compreender o enredo da história, e a sequência começo-meio-fim;
  • Expressar-se com segurança e autoconfiança ao contar uma história;
  • Identificar personagens e suas características.
  • Identificar clímax, desfecho e conclusão em textos.
  • Identificar diversos gêneros textuais.
  • Identificar as funções sócio comunicativas dos textos.
·         Selecionar procedimentos de leitura adequados a diferentes objetivos e interesses e às características do gênero.
·         Selecionar vocabulário diversificado e adequado ao gênero e às finalidades propostas, na produção de textos diversos.
·         Avaliar a adequação do texto aos objetivos, ao destinatário, ao modo e ao contexto de circulação.


Eixos e capacidades contempladas:

Eixo 3 Leitura

3.3.1 Identificar gêneros textuais diversos, a partir de suas características.
3.3.2 Reconhecer os gêneros textuais, a partir de seu contexto de produção, circulação e recepção.
3.3.5 Identificar finalidade de gêneros diversos a partir de elementos contextuais, como data, autor, destinatário.
3.5.1 Ler, com envolvimento.
3.5.2 Saber avaliar a pertinência das hipóteses levantadas.
3.5.3 Saber verificar se as hipóteses levantadas se confirmam ou não.
3.6.4 Explicar o texto lido fazendo inferência dos não ditos no texto.
3.6.8 Localizar informações explícitas em textos de maior extensão e de gêneros e temas menos familiares.
3.6.10 Relacionar informações explícitas e implícitas em textos.
3.6.11 Identificar os elementos que constroem a narrativa.
3.7.7 Estabelecer relações entre informações que aparentemente não estão interligadas, construindo pontes entre elas

EIXO 4 - Produção Escrita

4.1.3 Selecionar e utilizar os diferentes gêneros textuais nas produções de escrita.
4.2 Dispor, ordenar e organizar o próprio texto de acordo com as convenções gráficas apropriadas.
4.2.1 Escrever de acordo com as convenções gráficas adequadas ao gênero e ao suporte.
4.2.2 Escrever com letra legível.
4.2.3 Escrever segundo o princípio alfabético e com correção ortográfica.
4.2.4 Produzir textos com organização temática adequada aos contextos de produção, circulação e recepção.
4.2.5 Produzir textos escritos como uso adequado da pontuação.
4.2.6 Conhecer
4.5 Usar a variedade linguística apropriada à situação de produção e de circulação.
4.5.1 Selecionar vocabulário diversificado e adequado ao gênero e às finalidades propostas, na produção de textos diversos.
4.5.2- Conhecer as regras de concordância nominal e verbal e usá-las de forma adequada
4.6 Usar recursos expressivos adequados ao gênero e aos objetivos do texto.
4.6.1 Identificar, em textos diversos, recursos de estilo ou literários, utilizados pelo autor.
4.6.2 Utilizar recursos de estilo ou literários, adequados ao gênero e aos objetivos do texto, ao produzir textos.
4.7 Revisar e reelaborar a própria escrita, segundo critérios adequados aos objetivos, ao destinatário e ao contexto de circulação.
4.7.1 Avaliar a adequação do texto aos objetivos, ao destinatário, ao modo e ao contexto de circulação.
4.7.2 Avaliar a utilização adequada das convenções gráficas.
4.7.3 Avaliar a coerência textual.
4.7.4 Avaliar a estrutura composicional e os recursos expressivos.

Eixo 5 desenvolvimento da oralidade

5.1 Participar das interações cotidianas em sala de aula.
5.1.1 Ouvir com atenção e compreensão.
5.1.2 Participar das interações orais em sala de aula.
5.1.3 Saber dar respostas, opiniões e sugestões pertinentes às discussões em sala de aula, de forma a ser compreendido.
5.1.4 Saber interagir verbalmente segundo as regras de convivência dos diferentes ambientes e instituições.
5.2.2 Identificar marcas das variedades regionais, sociais e de faixa etária, na fala das pessoas.
5.2.3 Respeitar a diversidade linguística relacionada às diferenças culturais, regionais, sociais, de faixa etária, de gênero, dentre outras.
5.3 Usar a língua falada em diferentes situações escolares, buscando empregar a variedade linguística adequada.
5.3.1 Saber adequar o modo de falar às circunstâncias da interlocução.
5.3.2 Narrar casos e histórias da cultura popular, adequando a fala às circunstâncias de comunicação.
5.3.3 Saber transmitir recados e avisos, oralmente, com coerência e objetividade.
5.4 Realizar com pertinência tarefas cujo desenvolvimento dependa de escuta atenta e compreensão.
5.4.1 Saber ouvir e compreender os diversos gêneros da oralidade.
5.4.2 Executar tarefas que dependam da escuta atenta de orientações, para sua realização.
5.5 Produzir textos orais de diferentes gêneros, com diferentes propósitos.
5.5.1 Reconhecer a existência de diversos textos orais, assim como suas finalidades e características.
5.5.2 Planejar a fala em situações formais.



Metodologia e procedimentos:

  • Apresentar em sala diversos textos de variados escritores;
  • Incentivar a leitura crítica das obras;
  • Incentivar a produção de textos autênticos que retratem sua vivência e visão de mundo.
  • Convidar um escritor que vive na cidade para palestrar e compartilhar sua vivência e percepção de mundo com os alunos.
  • Propor uma entrevista;
  • Premiar os melhores textos produzidos na turma;
  • Usar obras do escritor convidado nas atividades na sala de aula.

Avaliação:

·         A avaliação será de forma integral, formativa e somativa.
·         Observar e anotar a participação individual das crianças nas atividades realizadas.
·         Anotar as questões que surgem e as respostas encontradas pelos alunos.
·         Perceber se as crianças compreendem e utilizam o vocabulário específico do projeto.



Bibliografia:
·         BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial curricular nacional para a educação infantil. Brasília, MEC/SEF, 1998.
·         FERRAZ, Beatriz. Construindo competências para o planejamento de Projetos Didáticos e Sequências de Atividades na Educação Infantil. São Paulo, 2002 (mimeo).
·         COSTA, Eneida Machado. Leitura Motivada e Produção de Texto. Associação dos Professores de Língua Portuguesa do Distrito Federal – APLP/DF, 1998.
·         RUSSO, Maria de Fatima. Alfabetização um processo em construção. Editora Saraiva. São Paulo, 2012.
·         Kramer, Sonia. Alfabetização, leitura e escrita. Editora Ática. São Paulo, 2001.
·         Currículo Básico Comum do Ensino Fundamental. Anos iniciais: Ciclos de Alfabetização e Complementar.
                  










quarta-feira, 31 de maio de 2017

Teatro: Nós. Autora: Eva Furnari


No tempo em que as pessoas nasciam em repolhos e as bicicletas voavam, havia uma pequena cidade chamada Pamonhas.
Em Pamonhas havia uma casa amarela, onde morava uma garota chama Mel.
Mel tinha algo diferente; onde quer que ela fosse estava rodeada de borboletas.
Os moradores da cidade achavam muita graça naquilo, se divertiam ao falar mal dela [...] 























domingo, 21 de agosto de 2016

Causo do Saci no Córrego do Lambarí

Ocês já viro um Saci, eu já, vou contar pro cês como vi esse moleque pela primeira vez.
Foi na Fazenda dos Três Tombos, do Coronel Joaquim Souza e de sua esposa Sinhá Maria.
Eu trabaiava a dia naquelas terras, tudo ia bem até numa tarde passou um vento fora do comum pela fazenda os animais ficaram agitados ninguém sabia o porquê.
No dia seguinte os cavalos do Coronel apareceram com a crina e o rabo trançados. Ele ficou muito bravo louco pra descobrir quem lhe fizera aquela desfeita, ele ia processar o infeliz, pois seu grande alazão negro mais parecia uma miss Brasil com aquelas trancinhas. Comecei a desconfiar, quem poderia ter feito aquilo porque o patrão era uma boa pessoa e todos gostavam dele.
Na quarta feira, parecia até castigo, todo o leite da fazenda azedou ficamos sem café da manhã reforçado, coisa estranha. Na hora do almoço escutei mãe véia reclamando que o arroz e o feijão tinham queimado no almoço, foi quando ela deixou escapar: “Isso é coisa de Saci”.
Eu num acreditava nesse muleque não, mas mãe véia mandou que eu pegasse uma peneia e uma garrafa para a caçada. Eu peguei até mais que isso, uns dente de alho, um crucifixo e fui até na igreja pegar uma garrafinha de água benta.
Então na sexta de manhazinha partimo nós, mãe véia e eu, os primeiro caçadores de sací do Córrego do Lambarí. Andemo igual assombração, encontremo: preguiça, tamanduá, gambá e até rastro de lobo guará, mas saci, nada.
A tarde já tinha chegado quando senti um vento de gelar a espinha e ouvi uma risadinha estridente muito longe. Mãe véia falou bem baixinho:
- O caramunhão tá perto, vamos chegando bem devagar pro coisa ruim num vê nóis!
Mãe véia foi pra detrás da figueira e eu subi no paiol com a peneira armada, lá de longe apareceu um redemoinho, a risadinha foi ficando mais próxima e mais... e mais... quando num pulo de gato caí com a peneira encima do perneta. Foi quando dei um grande berro!
- A GARRAFA, TRÁS A GARRAFA!!!
Mãe véia veio correndo, mais que o vento. Enfiei minha mão debaixo da peneira até encontrar a carapuça do saci, puxei de sua cabeça e ordenei ao muleque:
- Entra na garrafa!
Ele não teve muita escolha, prendi o pernetinha, e vez ou outra ele tenta me enganar pra eu soltar ele. Mas eu não solto.
Vocês querem ver esse matuto?
Ele tá aqui oh!




Folclore Brasileiro

Chicó é um bem sucedido caçador de saci e sempre no mês de agosto vem contar uma de suas aventuras para as crianças.